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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Rabiolas - CIA Extraordinários


Programação da Feira do Livro, nesta terça-feira 3 de junho

10h 
Espetáculo de Teatro.
Rabiolas.
CIA Extraordinários
http://www.hangarcentrodeconvencoes.com.br/noticias_detalhes.php?nIdNoticia=894














Elenco: Bernard Freire, Clebér Cajun, Evelyn Loyola, Erik, Mônica Gouveia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Projeto Reator Eterno - Olhar passageiro do centro

A gente vai se aproximando do centro da cidade e sentido a mudança de todo o espaço na retina de um olhar distante em que o reflexo da mudança nos deixa em níveis baixos e altos nesse chão extenso.  Parece o efeito da vida, mas só que jogado nos muros, nas árvores das calçadas que pulam em barreiras de concretos, nos fios elétricos embolados, nos postes riscados e nos detalhes em grão que dividem as casas. Tudo se separa em um ordenamento simultâneo das cores, nas lajotas que desenham um som de silencio e na memoria dos portões e grades que se misturam ao tempo que nem a rua batida de asfalto e a areia suspensa nesse ar.


Aqui vemos uma constelação de chão que nos encobre ao caminhar próximo da calçada maior que o muro; vamos olhando pra cima dela onde o alto do bode permanece ao comportamento da cidade e no mesmo lugar frequentado pela movimentação dispersa desse território que se sustenta no passar dos dias. Por entre as ruas e cores das casas, por entre as informações que atingem os pensamentos e sentimentos carregados pelos moradores, o novo e o velho vão se decompondo e crescendo numa raiz histórica de São Brás. Aqui a árvore erguida em ferro europeu abastece a condição física desse lugar tal qual um rio de uma região; ela se eterniza nesse lugar de terra vivido por toda Belém atingido o envelhecimento prolongado do tempo.


A vida aqui se encobre no escurecer do dia, no calor por debaixo das mangueiras, no mudar da rotina de cada hora. O silencio dessa mudança se evapora nos olhares despercebidos das pessoas e das condições de trabalho de todos os figurantes dessa cena real. A organização do espaço-tempo desconstrói a realidade, busca sonhos, se move no avanço ausente da cidade, realiza projeções de um novo centro adepto a capital. Entre fronteiras periféricas e urbanas essa parte enobrece o rendimento vizinho e desenha o observar da cidade numa composição de prédios e casas que perdem a harmonia em lembranças de outros lugares do mundo.

Aqui a estrutura dos bairros se divide por ruas e conexões de vidas guardadas no casulo familiar que vivenciamos nesse estado de agora que corre junto às voltas do planeta. O tempo vai deixando nos lugares o resto das lembranças que as pessoas perdem por necessidades de viverem e em meio às transformações alguns ainda sustentam os sentimentos que se atribuem ao comportamento simultâneo do cotidiano. Os espaços vagos acolhem os matos pelos cantos das paredes e o comercio das calçadas empurra o sabor em sombras guardadas pelo calor.



Os dias escondem um segundo centro de um lugar do norte que se propaga por dimensões de chão plano, abriga o moderno em meio à floresta de pedras e árvores que misturam o comportamento de São Brás e Fátima na ação passageira de Belém. Nessa cartografia, a cidade se acolhe em dois bairros disfarçados de detalhes que complementam cada rua, muda o ambiente e fazem as casas irem esquecendo a composição do lugar junto aos quintais invisíveis que existe atrás de cada uma. Nessa paisagem vivenciamos o comportamento absurdo suspenso pelo tempo, pela memoria e o esquecimento causado pelo fluxo que se fecha na noite entre os bairros. 


Imagens: 



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Performance Individualismo e Comunicação de Massa


Performance realizada na praça Saldanha Marinho, Santa Maria - Rio Grande do Sul, durante o Encontro Nacional dos Estudantes de Arte - Enearte. Outubro 2015. Imagens: Marco Amaral

"A performance se colocaria no limite das artes plástica e das artes cênicas, sendo uma linguagem hibrida que guarda características da primeira enquanto origem e da segunda enquanto finalidade". (COHEN, 1986:30)



Outras imagens feitas no I Encontro dos Estudantes de Arte do ICA - ETDUFPA 2015:








A performance Individualismo e Comunicação de massa parte da pesquisa vivência na rua e faz um levantamento sobre os meios de comunicação de massa que norteiam na sociedade: http://www.corpopalavra.com/2013/05/performance-individualismo-e.html

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Exercício de leitura da cidade como dramaturgia

Belém se acolhe numa mudança de tempo que se desconstrói na passagem da nuvem escura da tarde. É uma extensão de histórias e lembranças que se esconde nos espaços esquecidos pela memória, nos objetos deixados na rua que compõe a cena cotidiana, na modificação da calçada que se parte do dia para a noite.  
Entre várias ruas que desenham Belém, recortamos uma pequena parte onde sustentamos nossos pés bem antes do fluxo da Av. Gov. José Malcher existir. Bairro de São Brás e Fátima, dois lugares que se misturaram na enorme modificação da capital da cidade. Aqui as passagens são uma desordem que divide entre três linhas parte da três de maio, nela há um rio bem no fundo que passa por debaixo das casas onde escorrem as lembranças. Logo ao lado o quarteirão da Travessa 14 de Abril entre José Malcher e Magalhães Barata divide o chão extenso entre a periferia e o urbano.
Aqui o barulho da cidade atinge a superfície de um quintal passado que deu lugar a um grande estacionamento encoberto por folhas de Taperebá. Não se houve o som do local, há um embrulhamento de caos após o asfalto permanecer nas beiras das casas.  Antes do tempo em que prédios duvidosos e a falta de saneamento geravam os bairros, um valão levava os contornos das lembranças esquecidas como o limo preto até o rio, e que ainda hoje permanece  agarrado ao canal da passagem Antônio Nunes. 
Nesse deslizar de décadas, os bairros se estruturavam com as vidas moldadas pelo sistema caótico do avanço urbano que empurrava o progresso da cidade em novas paisagens que sustentam Belém até hoje. Aqui o tempo joga com o a estagnação da cidade, as lembranças dos mais antigos desmaterializa o contemporâneo das avenidas que se alimentam dos pedestres e do trânsito cotidiano.
Ainda dá pra sentir a calma no fim da tarde em vários pontos misturados ao silêncio sonoro dos pássaros, onde a movimentação do espaço se agarra ao tempo da cidade. São pontos marcados por uma cruz, que diz muito sobre as assombrações de mulheres-animais que acordam o pensamento dos mais antigos à meia noite. 
Tá tudo registrado como um pensamento morto que se esconde no canto da vila, no observar da cruz que diz sobre os pioneiros que ocupavam as primeiras partes da Matinha. Nessa extensão de memoria a poeira baixou e o que se vê nesse embrulhamento é uma plataforma de histórias que desregularizam as ruas junto ao fluxo dos carros que tomaram o lugar do antigo chão de terra. Foi na Domingos com a 03 de maio que o susto marcou a cena atual interpretada por indivíduos da mata. Nas passagens das ruas as placas de “chopp” indicam um alivio ao calor belenense; nesse registro somente o céu assiste tudo mudar.

*texto escrito sobre o olhar dos bairros de Fátima e São Brás para o projeto Reator Eterno do espaço Estúdio Reator, as fotos são de Dudu Lobato

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Olhar da janela


       É um olhar pro lado, do alto da janela, onde as vidas passam sem permanecer. É um espaço de transição e ao mesmo tempo de trajetórias vindas de outros lugares. Aqui a terra sustenta presenças, idas e vindas. Silêncio cintilante das mangueiras. Aqui enterro um pouco de mim. Guardo na lembrança o momento eterno que passou sem deixar indícios de volta. A essa hora o espaço é vago com um passar de memória calada. Passos deslizam no caminhar para o outro lado. Ida, sempre em frente, nunca parado. O tempo leva o sol e o vento passa para nunca mais voltar, somente no outro dia tudo voltará e esse ar seguirá entrando nos meus pulmões para a energia da terra me capturar e compor uma pequena parte dessa imaginação verde encarnada em pedra que me soterrará por entre o mato e a calçada em ritmos simultâneos de vozes e delírios quentes que arde sem cessar.  Tá tudo calado, somente os pássaros cantam; o transito se manifesta e o dia corre como todos os giros do mundo. Praça da Republica, lugar que carrega Belém bem mais que muitos lugares. Aqui o chão fixa o movimento do cotidiano, o verde se mantém presente e compõe a paisagem com o brilho atingido pelo sol do lado do norte. Me furo na capital, num lugar soterrado de gente, de esperanças, de sonhos, de um lugar central aberto que te devora.

       Alguns passam, registram momentos e silenciam na memória o tempo de agora. O fluxo da cidade corre, recorre, busca entender fatos correntes desse lugar jogado no centro. Aqui o território luta com o tempo que desconfigura a história de monumentos singelos. Roubando o olhar, se inundando na sujeira da atmosfera. Tudo muda com as sombras das nuvens, com o funcionamento de vida que faz tudo funcionar. Cada grade grita a liberdade, cada estrutura completa a obra que desenha a praça; ela se sustenta no pó que lhe dá outra forma. Aqui temos um grande chão extenso de pensamentos artístico aberto ao mundo por poucas palavras. O som do ambiente é frenético e o grito para no peito sem ter por onde sair. Tudo é sufoco, ausência de imaginação. De um ponto ao outro temos o levantamento da obra prima escolhida pelo mundo da terra que não pertence a todos que a habitam, é um lugar no céu de demônios que tocam em quatro atos frenéticos o apocalipse em sinfonias guaranianas, onde os índios são engolidos pelo escurecer da floresta desenhada no do teto.  Do outro lado há o silêncio barulhento das ratazanas que se manifestam com o ópio vomitado misturado com a porra lagrimejada de dias e noites, são ejaculações sôfregas expulsa no centro que emana todo o espaço sacudindo os mortos que ouvem o desespero contemporâneo de suas raízes. Há uma linha de chão que divide os dois e no meio dela temos Marianne caminhando em direção à liberdade, saindo do arcaico e visualizando o horizonte entre duas árvores petrificadas que a oprimem. Liberdades são brados constante desse silenciar de tempo. Aqui tudo se faz, é um lugar aberto onde percorre dores, amores e o ser solto pela terra de pensamentos sujos. 

       Aqui os perigos rondam a cena atual, são interpretados por indivíduos deslocados de algum ponto de Santa Maria do Grão. Medo, sustos, vontades estremas que colocam os sentimentos pra fora da pele. São jorradas de animais que te devoram no desperceber soturno da geografia do espaço calado por choros presos aos galhos das mangueiras. Aqui a rua é um lugar aberto dentro de uma plataforma ausente da tranquilidade. As partes são despedaçadas, os sujeitos se aconchegam nos cantos de limos e lama preta. Aqui é preciso deixar a noite passar como o tempo passa acalmando nossos sentimentos no coração. O respirar é solto e o olhar é a única capacidade de vivencia desse absurdo. Olhar ao redor, sem se ausentar de si. Sem deixar de perceber um pequeno ponto aberto na cidade que se desloca da região, do mundo, do universo. É um bom lugar pra se pensar. Dentro da praça as histórias seguem sem fim, apenas com começos próximos com indícios de que o amanhã será eterno. É preciso desemundecer a liberdade em gritos constantes da terra. Aqui a floresta carrega apenas uma praça e no centro disso tudo o tempo passa. Atravessamos os labirintos, silenciamos esse pensamento. Aqui a história continua rodando com o movimento do mundo.





O olhar da janela do ICA surtindo efeito em palavras para o registro memorável de um lugar do alto. Aqui observo o silencio passageiro da Praça da República. Agora os passos são outros. Vamos!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tomamos consciência de nossos sonhos. Perceber a realidade e o que nos liga. O teatro perpassa caminhos que a vida mostra. Tudo caminha com o fluxo da existência. Os artistas são um jogo de ideias. 

*Nota sobre o espetáculo "Sonho de uma noite de verão" do grupo Os Varisteiros. 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Meu quintal

Tava aqui pensando numa nova postagem e me surgiu essa. 
Depois do TCC e do meu capitulo "Um quintal para o futuro", fui pegar um pouco do meu passado e descobri essas imagens registradas pela família no fundo do quintal. Elas foram feitas na década de 90 (acho que em 1993, 1994 e 1995). Esse era o meu imenso mundo, localizado no Conjunto Maguari Al 19 Casa 05, bairro: Icoaraci. Nele me pertencia de fato e as histórias se prolongavam num tempo despercebido, era eu criança vivendo o acontecimento da inocência atrás de casa. Esse é o meu quintal e agora estou compartilhando com o mundo; procuro desbravar em novas pesquisas e descobrir na cidade de Belém a linha que destina os meus passos, a minha existência de vida e outros devaneios que a mente lembra, o coração dispara e o choro tranca. Vai ficar aqui pra sempre agora como registro da memória. Daqui pra frente espero conectar ele com outros quintais de Belém, ver a capacidade que ele pode alcançar. Nessas imagens tem alguma informação que surtirá efeito em algum processo. Esperamos pra ver.

Bernard Freire no quintal de sua casa

Bernard, Paulo Henrique e Paulo Freire e as mães no lado observando

Com os primos na festa em família no quintal



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cidade-d-istante

Há uma mudança no meio do caminho
Há o reflexo do tempo em nossa existência
Há um silêncio na atmosfera da floresta.

O grão ressuscita novas trilhas.

Até tudo isso acabar
Me apanho no anoitecer da cidade
Em dois fluxos de energia da ligação do chão.

O outro lado me escapa pela paisagem que vigora o permanecer de agora.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Grão

Por aqui o espaço me ausenta de todas as condições de avanço. Busco encontrar uma sitônia nos pensamentos bloqueados por inúmeras informações. Sou transferência imóvel de olhar, não estou numa base solta. Me retenho ao caminho traçado pelo tempo que vigora em mim. Me disperso na amplitude das árvores, nos grãos que rastreio, no ar de novas camadas exposta em outros quintais do centro. Respiro em sonhos tudo que motiva a circulação que me carrega no chão extenso. Acompanho outros movimentos que seguem o mesmo grito. As informações borbulham e raramente me camuflo em uma. Paro e fico observando o andamento do tempo em passos lentos. Me ligo ao coração que expressa a liberdade da vida escancarada no globo ocular. Da onde estou o que se encontra ao redor são monumentos históricos que estavam bem antes do primeiro ser sanguíneo existir. Belém é uma história de vida que passa silenciosamente, não se pode observar. É necessário existir em cada canto, nas praças que absorvem as milhares de vidas. São os caminhos inversos que se dividem no mesmo retorno. Passeio por um grande labirinto. Tá tudo tão perto que a vontade de me distanciar some de acordo com seu nome. Ando olhando pro céu, para as mangueiras que me escondem a próxima etapa. Olho detalhadamente da janela a estátua que carrega a espada da esperança onde cruza um caminho entre às árvores de pedras; um anfiteatro calado pela acústica dos pensamentos sujos. Por cada botão que segue, cruza entre linhas, fixa a sua presença em pouco tempo nesse espaço vivo. Ainda estou descobrindo a terra desses quintais.

terça-feira, 12 de abril de 2016

RESUMO

Este resumo trata da monografia de conclusão do Curso de Licenciatura Plena em Teatro na UFPA sobre o título “Trajetória de Mim em Diário de Bordo: cartografia poética de formação de um artista-professor-pesquisador em teatro na ETDUFPA/ICA/UFPA”. A monografia, sob orientação da Profª Drª. Wladilene de Sousa Lima, mostra o trajeto da minha formação como artista-professor-pesquisador, apresentada em formato de blog, disponibilizado na web. Toda a minha escrita parte dos processos vividos em sala de aula e vai para além dos muros da universidade, com o desejo de revelar as multiplicidades desse dispositivo no processo ensino/aprendizagem da minha criação e projetar o desdobramentos, em obras e reflexões críticas, de postagem indutoras à novas criações.


DEDICATÓRIA e AGRADECIMENTOS

Dedicado: ...à Deus, a imaginação e ao mundo.

Agradecimentos: ao casulo da família, ao meu pensamento artístico por vocação, aos lugares artísticos: antigo grupo de teatro e coro cênico da UNAMA, A Casa da Atriz, A Casa Dirigível, as ruas e calçadas e aos pontos de arte e comunicação de saber, aos grupos e extensões que me direcionaram a esse fazer teatral. A turma de Teatro 2012 (Travestruzes, Disney, Ratas); aos coletivos: ENECOS e Vamos à Luta; aos amigos artistas dessa cidade de Belém. Aos amigos: Tiago Júlio, Cléber Cajun, Mônica Gouveia, Rogério Guimarães, Adriano Abbade, Raynéia Machado, Júlio Miragaia, Evelyn Loyla. A toda forma de se viver nesse mundo, aos passos lentos, as ocupações, aos livros, as rodas de conversas nos bares, ao silêncio sonoro, aos momentos de produção e conhecimento de cada tempo, a juventude, as artes invisíveis, aos projetos que apareceram nesses anos de curso, ao ENEARTE, as aventuras que se tornaram histórias memoráveis. A Magaly Caldas pelo companheirismo, ensinamento e ideias sobre a geografia do mundo. As raízes de pensamentos que se firmaram nos caminhos da pesquisa.  Aos blogs:

Teatro Cláudio Barradas - http://teatrobarradas.blogspot.com.br/
Rhuanne Pereira - http://www.rhuanytta.com/
Blog Psicodélica Imaginária ¬- http://psicodeliaimaginaria.blogspot.com.br/
Instituto de Ciência das Artes/ICA/UFPA - http://www.ica.ufpa.br/
Douglas Cirqueira - http://douglascirqueira.wix.com/

As viagens, a vida universitária, as pesquisas e desbravamento dos dias, aos amores que davam a real importância de viver o ciclo acadêmico. A ação, a modificação dos dias, a mudança por passos lentos, ao espaço visto da janela, aos cantos, a vida acadêmica e expressões de conhecimentos, aos professores que toparam a proposta da pesquisa, ao destino que se segue agora, a revolução da arte, da vida, ao esgotamento da mente, corpo, liberdade do ser, a catarse, a tudo isso aqui agora. 


EPÍGRAFE

“Sejam quais foram as motivações pessoais que o trouxeram ao teatro, agora que você exerce esta profissão, você deve encontrar um sentido que vá além de sua pessoa, que o confronte socialmente com os outros”. 
Eugênio Barba. Além das ilhas flutuantes, 1991


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

COLLA, Ana Cristina. Caminhante, não há caminhos. Só rastros. São Paulo: Perspectiva: Fapesp, 2013.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
______.  A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
______. A formação do espírito cientifico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de janeiro: Contraponto, 1996.

DELEUZE, Gilles. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia 2, vol. 1 / Gilles Deleuze, Félix Guatarri; tradução de Ana Lúcia de Oliveira, Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. – São Paulo: Editora 34, 2011 (2ª edição). 128 p.

BARBA, Eugênio. A terra de cinzas e diamantes. Perpectiva: 2006.

BARROS, Manoel. Poesia completa. Editora Leya: 2015.

RUBIM, Albino. Quatro anos de que? Artigo apresentado no I Seminário Nacional de Qualidade de Ensino em Comunicação, ENECOS. Brasília-UnB, 1995.

PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virginia; DA ESCÓSSIA, Liliana (Org.) Pista do método da cartografia. Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.

CARVALHO, Age de. ROR: 1980-1990 / Age de Carvalho. São Paulo: Duas Cidades,Secretária do Estado da Cultura, 1990. (Coleção Claro Enigma)


LIMA, Wladilene de Sousa. A nascente da rede teatro d@ floresta. PROJETO DA REDE TEATRO D@ FLORESTA, 23 jun. 2009. Disponível em: < >. http://teatrodafloresta.blogspot.com.br/2009/06/blogs-dos-artistas-da-cena-da-rede.html> . Aceso em: 01 abr. 2016.


>>>TCC AQUI<<<

Nascente hipermidiática

A integração de diferentes linguagens artísticas busca uma significação única; nascem informações em cada ponto que nos levam a novos processos de aprendizagem. Vivenciamos acontecimentos da geografia a qual estamos inseridos, somos homens-uno de uma totalidade, composição de conhecimentos que crescem com novas coordenadas. Construímos registro da essência que invade nossos poros, transpiramos com o ar que nos cerca. Somos levados pela web e deixamos rastros de nossa concepção de individuo.

A cartografia artística digital implica processos de um acontecimento que vai registrando uma tomada de ideias para o conjunto de pensamentos que se transfiguram com a cena local. É com essa cartografia que temos que nos emocionar. Tudo vai passar, acabar, mas o registro ficará. O blog vem como um apoio para esse pensamento que emerge do saber-fazer, ele implode formatos, nos livra dos automatismos culturais e acadêmicos, se torna um órgão, um corpo virtual em rede jogada no espaço.

Nesse sentido, posso dizer que as ideias que me passam são as de atravessar nessa nascente hipermidiática e compartilhar os vários meios de informações que estiver me chegando numa reciprocidade. Ser o meio no conjunto e desbravar os conhecimentos criados por diferentes artistas. O blog me dá esse suporte, quebra a forma da escrita lógica, dá um novo sentido e avalia o desempenho da pesquisa. Nele procuro adaptar a cena efêmera que surge em processos criativos, buscando um novo olhar para a produção contemporânea.

O debate e questionamento que busco alcançar se dá em novas formas de contribuição artística. O campo hipermidiático é uma função para a produção profissional que muda de acordo com o que está sendo criado. Coloca o blog como um instrumento transgressor que contribui na criação da obra, nos dá a resposta que procuramos dando continuidade à linha de pesquisa. Avança no conhecimento mantendo as raízes do que se estar fazendo.

Nesse sentido observo que é preciso quebrar com a forma que nos é colocada sistematicamente. É preciso encontrar um meio que nos leva ao objetivo que se está construindo, problematizando a forma permanente das coisas. Mudar radicalmente todos os sentidos entendido até então, levar o objeto pra além da linha que é vista. Ampliar o campo hipermidiático com as criações produzidas que não são vistas socialmente. Buscar cavar no fundo do quintal amazônico o osso que falta para compor o esqueleto do pensamento que nós artistas estamos definindo.

Temos que ver o amanhã com os olhares deixados pelos rastros hipermidiáticos, visualizar a camada que nos cerca, concretizar os sentidos de um novo olhar que surge em cada ponto criativo. Conectar-nos nessa rede rizomática de saberes, juntar os conhecimentos, multiplicar o formato. Temos que nos adaptar ao novo e revolucionar nossas produções, o que vivenciamos durante a descoberta de saberes que surgem do agora.


Seguir esse caminho é o desafio lançado pelos pensamentos da vida artística que respiro. É preciso fazer agora os passos que fazem o mundo girar, aqui a cortina se fecha para montarmos o cenário para a próxima apresentação, o silêncio da coxia agora grita por todo o espaço nesse final de espetáculo. O ciclo se encerra para a montagem de uma nova temporada, a trajetória continua no passar do dia, no nascer do sol que trará novas vidas. Tenho na minha mochila sonhos, vontades de me aventurar e fazer o que me dá prazer. Por mais que eu escape e o momento me sufoque, acharei lugar para respirar e encontrar a liberdade de viver o que realmente sou: artista-professor-pesquisador. Evoé!

>>>Continuar<<<

UM QUINTAL PARA O FUTURO

"Vagarei pela inexistência da cidade,
por sobre os telhados,
sobre a vida que transpira na pele da idade
dos meus 20 anos
de poeta,
de aprendiz
de arquiteto,
menino de sonho
e ossos no universo de um quintal do Norte.
[...] Outro universo, diverso,
os quintais da cidade
de cercas paredes e muros: geografia escolar.
[...] Todos, contudo, quintais do homem.
Pois, o mundo é grande,
o quintal é grande."
(Os Quintais, Arquitetura dos Ossos, Age de Carvalho, 1990)

Submeter todo o conhecimento adquirido nesses anos de formação e construir um caminho a seguir para novas produções futuras. Guardar toda a experiência vivida no coração para que no dia de amanhã renasça uma esperança de uma ideia de saberes. Ser conduzido pelas produções e pesquisas elaboradas na minha trajetória de artista-professor-pesquisador na universidade e percorrer por entre os pensamentos existentes na cidade, na Amazônia e nos lugares onde o vislumbramento da poesia me tocar.

Basear-me nos sentidos, na cartografia permanente do meu ser. Levar através dos métodos adquiridos a importância do teatro. Trilhar, mapear e vir a ser os pensamentos que me transbordarem. Deixar a prática narrativa e seguir o percurso da criação artística onde eu estiver presente, amarrar novas ideias e sustenta-las no blog como fonte de referencias para a conexão com novas linguagens de consentimento artístico e social.

Transfigurarei-me em novas imagens para me adaptar ao cotidiano, ao mercado sistemático de produção. Irei buscar novas fontes para tentar entender como funciona o mecanismo; conectar-me-ei com os grupos, artistas, instituições, escolas, comunidades e pessoas que transpiram um novo movimento da atual conjuntura social. Ser um raciocínio que dialogue com outras produções e contribuir com o jogo que a vida lá fora pede.

As ideias de um futuro melhor chegam a mim nessa conclusão de um ciclo acadêmico, quero ter forças para concretizara-las. Tenho motivações de continuar os rastros da pesquisa no avanço acadêmico, numa pós-graduação, mestrado, doutorado e o que a educação teatral me servir como fonte de sobrevivência nesse planeta. Agora estou conectado em rede, em uma plataforma que sustenta as minhas criações, obras teatrais, a minha vida artística presente que servirá como referencias para gerações futuras a mim:

A prática narrativa sobre processos de criação é híbrida na sua formatação: histórias de vida, memórias, diários de trabalho ou de bordo, autobiografias e, contemporaneamente, sites, blogs e biomídias. Mas é, hipoteticamente única, em seus princípios: vencer a natureza efêmera da cena, compreendendo-a em seu processo de criação, como um legado artístico para as futuras gerações de criadores - Wlad Lima. Postagem: A nascente da rede teatro d@floresta (Blog Teatro da Floresta 23/06/2009).

Com essa grande referencia, se não rastro deixado por Wlad Lima, é que busquei firmar-me como pesquisador e aplicar no meu trabalho de conclusão de curso os fundamentos e a importância de se criar registros e sustenta-las em um blog. Wlad esteve presente no meu ingresso no curso, foi com ela que tive a primeira aula em que foi me apresentado à proposta de criação de um blog para se ter como ponto de apoio e registrar o processo vivenciado durante a formação. Recebia dela concelhos, puxões de orelha e um olhar que já me transmitia a ação do jogo da cena teatral. Parto de sua grande referencia de pesquisadora em teatro para dá continuidade nesse saber-fazer amazônico, nessa floresta de encantamento em que o meu coração grita a existência de um ser que respira essa fonte.

O material produzido está publicado em rede, sãos pistas[1] que dão norte a pesquisa, multiplica sentidos futuros, traz a tona a construção do ser, busca informações que a complementam no progresso da produção. Encaixa o pensamento na formação de conteúdos, no progresso de um profissional em teatro. Faz o raciocínio se manter em conexão com a experiência vivida, procura analisar os fatos que vem a acontecer cotidianamente na elaboração de novos trabalhos artístico.

Um quintal para o futuro é atravessar e se desafiar. Buscar ultrapassar com um objetivo. Fazer o traço e partir em caminhos. Se dividir, multiplicar, fechar. Achar o caminho que te traga pra dentro da terra. Se manter no ponto de apoio da pesquisa, no saber-fazer teatral da minha região, falar sobre o teatro que tá acontecendo atualmente aqui. Desbravar o universo de um quintal do Norte. Mostrar uma rede de comunicação com artistas da cidade, uma mobilização artística que dialoga sobre o saber-fazer teatral contemporâneo. Expressar na mídia a ludicidade das histórias de vidas, de sentimentos coletivos e deixar registrado como história da produção humana espetacular.




[1] As pistas que guiam o cartógrafos são como referencias que ocorrem para a manutenção de uma atitude de abertura ao que vai se produzindo e de calibragem do caminhar no próprio percurso da pesquisa – o hódos-metá da pesquisa.

Pesquisar ou viver?

Não se pode separa as unidades, as duas coisas estão na passagem do dia. Ganha-se, perde-se. A produção do conhecimento e de novas formas de evoluir o mundo corre com o tempo de nossas vidas, seguimos com os passos de nossas experiências. Amadurecemos com cada informação, buscamos relacionar a pesquisa e a vida para adaptar todos os meios que fazem as coisas funcionarem.

Na pesquisa em teatro tudo joga de acordo com um caminho futuro que se conecta a trajetória percorrida. Tudo influencia, o percurso das linguagens se transforma em um plano de consistência da produção acadêmica. A ideia se torna visível quando colocamos em prática toda a situação que percorremos. Pesquisar é viver, viver é pesquisar. Quando temos o impulso certo acreditamos no que tornamos real e vamos mantendo o seu caminho. Temos que fazer a coisa acontecer, produzir com o conjunto, juntar todas as formas pra readaptação do que estamos fazendo.

O trajeto precisa fluir de acordo com a adaptação do corpo no processo. Ir no tempo da pulsação do curso, no tempo do espetáculo, nas forças de ligações de sentidos. Na tua concepção de escolha no destino, na vida pessoal, na tua trajetória e nas coisas que acreditamos pra nossa própria existência de artista-professor-pesquisador:


Aqui me apresentei como homem de teatro. Tenho o construir nas minhas mãos, o silêncio como entendimento e a vivencia como esperança. Me relacionei com autores que compartilharam a mesma sintonia de vida na que divago. Vivenciei na rua, na caixa preta, espaço experimental e no meu intimo. Só para ter o outro olhar. Atuo em qualquer parte. Performo entre paredes a céu aberto.  Reconto histórias, me perco no processo, paro de funcionar. Tento fazer alguma coisa de útil na minha vida. Faço arte. Cresço. Evoluo. Prossigo. Avanço. Conquisto. Postagem: Congratulações (Blog Corpo Palavra 30/03/2015).