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terça-feira, 16 de maio de 2017

Espetáculo SEREN(A)IDADE - Coletivo Saias de Maria


O espetáculo SEREN(A)IDADE busca mostrar a efemeridade da juventude sentida com a chegada da velhice e suas reflexões sobre o que foi feito ou deixado para depois, trazendo em sua narrativa poética uma Maria dentre tantas, nascida longe da cidade grande, lá na vila de Maiuatá Interior de Igarapé- Miri. Sua identidade é marcada pelo nome forte dado por sua mãe em promessa a São Miguel Arcanjo. Maria Miguel foi irmã e mãe de seus cinco irmãos, mas ela queria o palco, porém seu destino a enveredou por outros caminhos que a levaram a mergulhar numa realidade cruel, poética, feliz e triste de amores, nostalgias e sonhos.  Maria vivência uma história surpreendente, que será encenada pelas sementes que a mesma plantou. No palco três mulheres de gerações diferentes que se reúnem para contar, cantar e dançar a vida de uma Maria que hoje caminha na estrada da serenidade. No elenco Marília Araujo, Marluce Araujo e Marileia Aguiar. Venha se emocionar.  EVOÉ!

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Marileia Aguiar, Marília Araújo e Marluce Araújo
Direção: Coletivo Saias de Maria
Criação e figurino: Coletivo Saias de Maria
Equipe de Produção: Coletivo Saias de Maria,  Mônica Gouveia e Bernard Freire
Músico: Alê Nogueira
Iluminação: Malú Rabelo
Preparação Corporal: Débora Nobre

Serviço:
Única apresentação às 20h00, no dia 31 de Maio ( quarta feira)
Ingressos R$20,00 com meia R$10,00. ( A venda na bilheteria do teatro no dia de apresentação a partir das 10h)
Venda de ingressos antecipadamente ou reservados pelo Fone e zap: 98268- 3707 e 98350-4696

Classificação:Livre                                                                
Maiores informações pelos telefones: (91) 98268-3707/ 98350- 4696/ 98293- 8316
Realização:Prêmio SEIVA Edital Pauta Livre 2017 da Fundação Cultural do Pará. Apoio ÔPA Impressão e Propaganda, Gráfica Metrópole e Débora Treinamento Físico e Consultoria. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

7º Tamborimbó! ACena


"Permita-se ser o ritmo que liberta, a preta cor da alma que dança!"

Dando continuidade à sua programação anual a ACena - Associação Cultural e Esportiva dos Negros da Amazônia realizará, no dia 21 de Maio, Domingo, a partir das 13h, na sua sede (Conj. Maguari, Alameda Dezenove, n.14 ) a sétima versão do seu afamado Tamborimbó. O Tamborimbó é uma roda de tambor e carimbó, um espaço de resistência, onde grupos musicais e artistas populares mostram a sua arte confraternizando-se entre si. Um palco que agrega todos os ritmos dos tambores, em seus diversos formatos: o curimbó, representando a musicalidade regional através dos ritmos do carimbó, lundu, xote, toada de boi; o atabaque, representando a música afro através do axé, afoxé e música de terreiro; e os surdos e tamborins, trazendo o samba de raiz para coroar esse grande encontro de artistas da cultura popular paraense, e da cultura afro brasileira. Dessa maneira a ACENA continua assumindo o seu compromisso de promover o resgate e o fortalecimento dos ritmos afro amazônicos, bem como de proporcionar cultura e lazer com responsabilidade social. Na ocasião os nossos tambores farão uma cantoria a São Benedito, o padroeiro de nossa entidade. Importante frisar que somos uma entidade sem fins lucrativos, e, portanto, todos os nossos eventos apresentam uma função social. E o Tamborimbó não foge à regra... Diante desse contexto, para a realização desse evento estabelecem-se parcerias com grupos musicais, onde todos, de alguma forma, contribuem para o arrecadamento de alimentos não perecíveis para serem doados a associações de caridade no Estado do Pará. Então, ponha o seu turbante, ou flores no cabelo; o seu colar de sementes, ou de contas... traga o seu axé, e a sua luz, e venha tamborimbolar com a gente!!!

Quem vai fazer parte?
Alcyr Guimarães, Cristina Matos, Afoxé Italemi, Grupo Caldo de Turu, Banda Carimbó da Maria, Coletivo cultural ACena, Grupo Pai D'égua, Grupo Sabor Marajoara.

SERVIÇO: entrada é R$5,00 + 1Kg de alimento não perecível.É importante lembrar que os alimentos arrecadados no 7º Tamborimbó da #ACena serão integralmente doados para associações de caridade!

Presidente da ACena ( Harles Oliveira )

Produtores culturais ( Francisco Tapajós e Richard Callefa )

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O atropelamento Quatrúpedes entre risos e choros

Montagem Teatral: Quem não deve não temer Grupo Quatrúpedes de Teatro.

“Proibi o uso do nariz vermelho só pelo fato dele ser ‘vermelho’? Hora, me poupe. FORA TEMER!”

Com a ideia de mostrar a expressão teatral através da arte da palhaçaria, o Grupo Quatrúpedes de Teatro sai atropelando realidades referentes ao Brasil e sua política atual. O espetáculo Quem não deve não Temer, é a primeira montagem do grupo que aparece em cena tirando sarro e se permitindo arrancar do público risos e choros. Mostrando um retrato da sociedade e a importância de resolver a cena em meio à crise política presente no país, o espetáculo bagunça as informações e pisa na sensação de perda dos direitos, nos fichando como criminosos que vivem da imaginação de se viver. A interpretação persegue os argumentos que os palhaços Tito e Fiapo colocam em cena, movendo o jogo de ignorância do outro e a surpresa que temos ao encontrar o inesperado.

Entre músicas e histórias, o espetáculo revela por meio de mensagens o que não podemos deixar de acreditar, descobrindo identidades e características entre o público que participa desse acontecimento contracenando com a história de nossas vidas. Se encaixando nos buracos cotidianos do palco onde os palhaços se perdem brincando ao recontar o que acabamos de esquecer. É rindo que os palhaços erram, é se distraindo que acordamos para entender o absurdo em que nos metemos. A narrativa contada entre os palhaços e o público, diz o que não queríamos acreditar em pleno século XXI, quando somos puxados pela história que nos fazem chorar de verdade. Mas afinal, não era pra rir?

Demonstrar alegria e prazer em meio à palhaçada a qual estou participando não é a única forma de atuar. Quero atropelar os sentidos que o palco me permite, mudar o entendimento que nos fazem acreditar, tirar de dentro da caixa sonhos que podemos ter acordados, ser cara de pau e roubar além do riso os pertences que tomamos emprestados para mudar de lugar. O palhaço rir muito quando estamos na merda, devemos ser ele. Temos que perder não perdendo, ampliar nossa capacidade de argumentos, ser palhaço e dar cara a tapa para a posição social que está imposta por um representante que não nos representa. Colocar o nariz vermelho não é brincar, é torna real o que acreditamos. Sumir para outro plano que pertence a paz do descanso e voltar na alegria de ser a gente. O que tá do outro lado do espelho não é a gente, é o retrato social de um país que perde a vontade de acreditar na realidade, viajando nas bolhas da imaginação que é mais real.

Temos que dar fim ao espetáculo político, se levantar perante o sistema e romper laços que nos amarram. É preciso rir de nossas verdades que mostram outro lugar para viver, perceber que tudo tá errado e que continuamos acreditando no que é nosso. Temos que nos fazermos de palhaço para quem quer nos fazer de palhaços. Puxar o tapete e revelar verdades, sonhos e denunciar o absurdo. Sair atropelando em mil patadas uma representação impostada que nos rouba a essência de fazermos nossa arte. Ser atrevido, brigar por risos, acreditar que tudo não passa de uma encenação e atuar a nossa mentira verdadeira. Sair da caixa e acabar se esbarrando com outras possibilidades que nos conduzem para grandes perspectivas, ser tudo e ao mesmo tempo quase nada, ser o outro e eu na mesma situação. Atravessar a corda bamba e romper o silêncio, afinal Quem não deve não temer!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Espetáculo “Quem não deve não Temer!”, do Grupo Quatrúpedes de Teatro


“Gigantes pela própria natureza, és belo, és forte... esquisônio...”

“Quem não deve não Temer!” é o primeiro espetáculo dos Quatrúpedes de Teatro, grupo de Belém formado em 2016. Explorando a arte da palhaçaria, o espetáculo autoral traz os palhaços Fiapo e Tito que, em um cenário politicamente nada confortável, veem-se perseguidos pela política atual. Eles são arquétipos de brasileiros: manos, minas, magros, malhados, sonhadores e esperançosos de que o país e o mundo possam se transformar em um lugar melhor. Na trama, Fiapo e Tito mostram que protestar “caminhando e cantando e seguindo a canção” é o melhor caminho. Diante dos percalços que enfrentam, até narizes são cruelmente calados, mas eles não desistem do fazer artístico e fazem da palhaçaria uma forma de resistência. Em cena, expressam-se com intensidade através de uma linguagem corporal silenciosa, própria e universal, acessível a todos os públicos.



Serviço
Data: 07 de maio - DOM
Hora: 11h
Local:Teatro Waldemar Henrique, Av. Pres. Vargas, 645
Contato: (91) 98276-3521
Valor: R$ 20 (inteira)

Realização: Grupo Quatrúpedes de teatro
Direção e dramaturgia: Camila Góes, Léo Andrade e Luiz Girard
Elenco: Luiz Girard (Tito) e Léo Andrade (Fiapo) Maquiagem e figurino: Palhaços
Cenografia: Léo Andrade
Iluminação: Malu Rabelo Sonoplastia e preparação de corpo: Camila Góes
Mídia e comunicação: Bernard Freire
Produção: Jorge Oliveira e Camila Góes
INGRESSOS (whatsapp): Jorge Oliveira 982763521 / Léo Andrade 989075329

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Chegada.

Tem um verso que compõe o ambiente, todas as origens pulsão no decorrer da memória. O objetivo é seguir caminhando no fluxo sem a previsão de chegada, estamos indo sem perceber. Enxergar com os ouvidos lhe atribui outros versos para navegar nesse contexto subverso de todas as teorias existentes. A volta pertence aos ciclos, seguindo as rotas dos pássaros. Por camadas vamos compondo a sintonia presente de todos esses sentimentos. Venha em pensamento quantas vezes for para sabermos o tempo e ter o universo direcionando em nossos caminhos. Às vezes tem que mudar conforme a situação do espaço e a mudança do clima para ver tudo acontecer. Não faz mal, todas as origens pulsão dentro de ti. Chegamos.