Espetáculo de teatro montado a partir das poesias do Manoel de Barros que apresenta um mundo de lirismo.
O espetáculo mostra Clarice, uma menina fascinada por literatura que ao se ver dentro dela tenta envolver seus irmãos que são interados em jogos virtuais e celulares. Entre leituras e brincadeiras, os três acabam atravessando os poemas de Manoel de Barros com imaginações e palavras poéticas criando seres que se multiplicam em letras a cada passo em busca da saída desse mundo lírico. Entre desobjetos e fraseamentos encontrados no caminho, as três crianças vão criando e recriando a própria história, atravessando o realismo fantástico repleto de memórias inventadas. “Palavra poética tem de chegar ao grau de brinquedo para ser séria”. Assim as poesias criam formas e personagens que os levaram até o quintal dos seus sonhos. Lá eles entendem que a imaginação é livre para dar novos significados as coisas desimportantes.
Grupo de teatro universitário apresenta
Meu quintal é maior
que o mundo
Inspirado nos poemas de Manoel de barros
Direção e dramaturgia: Luiz Girard
Elenco
Babu Viana
Carmecy Paixão
Francielly Natasha
Jayme Leno
Kevin Braga
Lua Miranda
Lucas Bereco
Mario Saldanha
Mateus Almeida
Maurilo Silva
Raul Lima
Renata Ribeiro
Willian Marignan
Yasmin Santos
Equipe Técnica
Direção e Dramaturgia: Luiz Girard
Assistentes de Direção: Kevin Braga e Bernard Freire
Preparação corporal: Bernard Freire
Figurino e maquiagem: Kevin Braga
Assistentes de Figurino: Lucas Bereco, Raul Lima e Renata
Ribeiro
Obrigado por clarear minha mente de principiante, estou treinando minha meditação e tento observar imagens desenhadas de luz em meus pensamentos. Sigo o movimento infinito da luz e procuro estar atento ao que se revela por essas imagens. Sinto que a iluminação está atrás de mim e como Gordon Craig vou aprofundando o que busco sem saber. Nisso tudo o meu olhar de principiante ilumina o compreendimento da minha busca pessoal. Loucura? Apenas sinto e faço.
Nota sobre o curso "A Rebeldia Inesperada e a Dramaturgia do Sol: Kafka e William Blake"
Busquei agradecer a tudo, desde de mim até todos com quem me conectei. Fechei os olhos e meditei sobre conversas, referências de mundo e as ações fisicas que meu corpo expressava. Fiz uma viagem até a Índia, sai do zero, conheci Katakali, ouvi expressões, danças e teatros. Dancei com Isadora Duncan, éramos o vento passeando pelo mar. Hipertextualizei utopias e relembrei Kafka. Resurgi com perguntas motores, vetorizei mil formas de movimentos, encontrei Gordon Craig pelo caminho e trouxe Shiva Nataraja comigo numa dança de conexões para evoluir. Agora ouço a natureza e danço a dança do futuro para ser visto por outras gerações.
*Nota sobre o curso "Teatro e Espiritualidade: Utopias, Rebeldias e Solidão em Tempos de Pandemia", Com Almir Ribeiro 07/07/2020
Performance midiática apresentada como defesa de dissertação para a obtenção do titulo de Mestre em Artes do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFPA.
A performance procura mostra os sentidos das informações em variadas linguagens midiáticas e tecnológicas que converge entre o real e o virtual, experimentando suas possibilidades para além do uso comum da espécie.
Pretende-se
apresentar nesse capítulo, o roteiro da cena performática a ser realizada no
dia da defesa, como forma de apresentação de uma das partes de realização das
minhas criações. Agindo sobre uma ação performática organizada a partir de uma
ideia para que se possa elaborar uma criação artística do que vivenciei e
experimentei durante os processos. A cena mostrará um ambiente muito particular
que procuro desenvolver em meus processos.
Para
apresentar, pensei na sala 1 do PPGARTES, como lugar desse registro onde a
performance acontecerá. Mostrando o meu cotidiano desde o acordar até o momento
da defesa, numa sinestesia da criação e registro da obra. Valendo-se de todas as
referências que me atravessaram e me levaram até ali, na conclusão do mestrado.
Roteiro da performance
Sala
1, 17h07. Um pequeno despertador está posicionado sobre a mesa. Pego ele e
programo o tempo estimado para a performance. 22 minutos. Nesse instante, aciono
um imaginário criativo das palavras. Trazendo na ação o que se foi planejado
desdobrando-o em ato criativo o conjunto dos movimentos registrados.
MOVIMENTO 1: Ao chegar no PPGARTES, dou inicio ao ato
performativo da ação. Produzindo o movimento dos pensamento e concretizando o
que se foi planejado. O horário de chegada será às 10h da manhã do dia 28/06,
para que eu possa me instalar e organizar o espaço.
MOVIMENTO 2: No
ambiente, foco de luzes adaptada ao espaço; numa parte da parede uma projeção em
fragmentos mostrará o cotidiano e atravessamentos desde o despertar do dia. Um
radinho a pilha estará ligado baixinho para apresentar as informações da cidade
em tempo real. Na sala, os sons e a projeção se juntarão ao conjunto numa
sinestesia da realização performática.
Enquanto
a performance acontece, uma cafeteira estará ligada preparando café durante a
ação para que o cheiro se espalhe pela sala (pensasse em outra coisa como
menta, mato, aromas naturais, outro contato).
MOVIMENTO 3: Luzes
coloridas para iluminar a sala. Uma LIVE no Instagram feita pelo celular
transmitirá os 22 minutos da performance em vários cantos da sala. Uma câmera
fotográfica irá ficar posicionada em um canto registrando o desenho com luz que
se formará nesse ambiente.
Nesses
22 minutos, estarei finalizando o mestrado e apresentando em fragmentos, o que
foi suscitado nesse percurso da pós-graduação.
MOVIMENTO 4:
Edição e ajuste da dissertação final para o blog palavra-corpo. Impressão em
A4.
Ubu é um personagem horrendo escrito em 1888,
pelo dramaturgo Francês Alfred Jarry, mas que faz conotações contemporâneas da
política do Brasil. Ele não tem escrúpulos, é corrupto e monstruoso. É com esta
abordagem que o Coletivo Imundas estreia na cena paraense. O espetáculo
"I(mundo) Ubu" fica em cartaz de 17 de novembro a 10 de dezembro,
sempre de sexta a domingo, às 19h, no Fórum Landi (Praça do Carmo).
(Gravação para o programa Circuito da TV Cultura PA)
Ubu exerce um poder de líder social, mas de
forma brutal e sanguinária. É através de sucessivos episódios em que se mostra
um verdadeiro tirano, que sua política se revela catastrófica. Utilizando de
sua imoralidade, esse chefe autoritário e sua Mãe Ubu realizam um golpe: um
enorme saque nos cofres públicos.
A montagem pretende levar o espectador ao
debate político, pois colocam em foco todos esses aspectos vivenciados pelos
brasileiros nos últimos anos, como a crise econômica, a corrupção e os
escândalos envolvendo os estadistas. É baseado neste cenário, que os atores
criaram, das maneiras mais absurdas, as cenas deste contexto.
"O espetáculo surge da necessidade de
fazer um teatro político, abordar questões que tocam na vida de cada um, seja
individual ou no coletivo. Temas regionais e nacionais são relacionados com a
obra de maneira a construir a narrativa desse grupo que se reuniu pra
demonstrar sua indignação com a situação bizarra que vivemos na política, o
retrocesso que grupos de extrema direita trazem para pautas no congresso",
explica o diretor do espetáculo, Marcelo Andrade.
O processo de preparação do elenco foi
intenso e contabilizou um ano entre pesquisa e ensaios. Os atores tiveram que
se relacionar intimamente com a dramaturgia. "A ideia é que o elenco
esteja inserido em todas as funções do processo teatral como figurino,
cenografia, iluminação e adaptação do texto. É uma forma de instrumentalizar os
integrantes", conta o diretor.
Focando na preparação corporal como
fundamental meio para alcançar a presença cênica que se espera na montagem, os
atores receberam treinamento psicofísico voltado a técnicas orientais de
preparação e um rigoroso trabalho de resistência física para conseguirem dar
superar quase duas horas em cena.
"A ideia é que o elenco esteja inserido
em todas as funções do processo teatral como figurino, cenografia, iluminação e
adaptação do texto. É uma forma de instrumentalizar os integrantes", conta
o diretor.
O "Coletivo Imundas" nasceu da
união de atores, técnicos e produtores do espetáculo "Animalismo – A Nova
Ordem Mundial", que ficou em cartaz pela última vez em setembro de 2016, e
foi resultado do projeto de extensão "Jovens Encenadores", através do
Grupo de Teatro Universitário, da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Ao final de cinco temporadas, os integrantes
resolveram dar continuidade ao processo de construção de espetáculos que trazem
na essência o debate político, sempre atrelado à experimentação cênica de
vertentes teatrais contemporâneas produzidas regional e nacionalmente. O
objetivo é proporcionar o debate sobre o cenário político e social do Brasil.
(Vídeo essencial para eu, enquanto ator, começar a pesquisa)
Adaptação do texto ‘‘Ubu rei’’ de Alfred Jerry:Cia Imundas de Teatro
Direção:
Marcelo Andrade
Assistência de Direção:
Bruno Rangel
°1 ATO - CENA 1
Conjunto de mães Ubu com irrigadores atirando água e elementos de cena que retratem o mundo sexual. (Coleiras, chicotes, vibradores e etc.) Sequência de movimentos que se adaptam dependendo da Mãe Ubu que esteja em evidência.
Finalmente achei um abrigo.
Atravessar a Polónia em quatro dias de ponta a ponta!
o palatino Giron.
Atravesso o rio a nado, esperando cansar meus perseguidores.
sufocada por um círculo
Consigo finalmente refugiar-me aqui.
Ah! Estou morta de cansaço e de frio.
Roubei dele muita pataca.
E quem quiser que vá buscar.
(Música final do prólogo, faxina, bagunça e show das Imundas)
MERDRA!!!!!
(Registro em diário de bordo da criação da primeira cena)