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quinta-feira, 11 de maio de 2017

7º Tamborimbó! ACena


"Permita-se ser o ritmo que liberta, a preta cor da alma que dança!"

Dando continuidade à sua programação anual a ACena - Associação Cultural e Esportiva dos Negros da Amazônia realizará, no dia 21 de Maio, Domingo, a partir das 13h, na sua sede (Conj. Maguari, Alameda Dezenove, n.14 ) a sétima versão do seu afamado Tamborimbó. O Tamborimbó é uma roda de tambor e carimbó, um espaço de resistência, onde grupos musicais e artistas populares mostram a sua arte confraternizando-se entre si. Um palco que agrega todos os ritmos dos tambores, em seus diversos formatos: o curimbó, representando a musicalidade regional através dos ritmos do carimbó, lundu, xote, toada de boi; o atabaque, representando a música afro através do axé, afoxé e música de terreiro; e os surdos e tamborins, trazendo o samba de raiz para coroar esse grande encontro de artistas da cultura popular paraense, e da cultura afro brasileira. Dessa maneira a ACENA continua assumindo o seu compromisso de promover o resgate e o fortalecimento dos ritmos afro amazônicos, bem como de proporcionar cultura e lazer com responsabilidade social. Na ocasião os nossos tambores farão uma cantoria a São Benedito, o padroeiro de nossa entidade. Importante frisar que somos uma entidade sem fins lucrativos, e, portanto, todos os nossos eventos apresentam uma função social. E o Tamborimbó não foge à regra... Diante desse contexto, para a realização desse evento estabelecem-se parcerias com grupos musicais, onde todos, de alguma forma, contribuem para o arrecadamento de alimentos não perecíveis para serem doados a associações de caridade no Estado do Pará. Então, ponha o seu turbante, ou flores no cabelo; o seu colar de sementes, ou de contas... traga o seu axé, e a sua luz, e venha tamborimbolar com a gente!!!

Quem vai fazer parte?
Alcyr Guimarães, Cristina Matos, Afoxé Italemi, Grupo Caldo de Turu, Banda Carimbó da Maria, Coletivo cultural ACena, Grupo Pai D'égua, Grupo Sabor Marajoara.

SERVIÇO: entrada é R$5,00 + 1Kg de alimento não perecível.É importante lembrar que os alimentos arrecadados no 7º Tamborimbó da #ACena serão integralmente doados para associações de caridade!

Presidente da ACena ( Harles Oliveira )

Produtores culturais ( Francisco Tapajós e Richard Callefa )

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O atropelamento Quatrúpedes entre risos e choros

Montagem Teatral: Quem não deve não temer Grupo Quatrúpedes de Teatro.

“Proibi o uso do nariz vermelho só pelo fato dele ser ‘vermelho’? Hora, me poupe. FORA TEMER!”

Com a ideia de mostrar a expressão teatral através da arte da palhaçaria, o Grupo Quatrúpedes de Teatro sai atropelando realidades referentes ao Brasil e sua política atual. O espetáculo Quem não deve não Temer, é a primeira montagem do grupo que aparece em cena tirando sarro e se permitindo arrancar do público risos e choros. Mostrando um retrato da sociedade e a importância de resolver a cena em meio à crise política presente no país, o espetáculo bagunça as informações e pisa na sensação de perda dos direitos, nos fichando como criminosos que vivem da imaginação de se viver. A interpretação persegue os argumentos que os palhaços Tito e Fiapo colocam em cena, movendo o jogo de ignorância do outro e a surpresa que temos ao encontrar o inesperado.

Entre músicas e histórias, o espetáculo revela por meio de mensagens o que não podemos deixar de acreditar, descobrindo identidades e características entre o público que participa desse acontecimento contracenando com a história de nossas vidas. Se encaixando nos buracos cotidianos do palco onde os palhaços se perdem brincando ao recontar o que acabamos de esquecer. É rindo que os palhaços erram, é se distraindo que acordamos para entender o absurdo em que nos metemos. A narrativa contada entre os palhaços e o público, diz o que não queríamos acreditar em pleno século XXI, quando somos puxados pela história que nos fazem chorar de verdade. Mas afinal, não era pra rir?

Demonstrar alegria e prazer em meio à palhaçada a qual estou participando não é a única forma de atuar. Quero atropelar os sentidos que o palco me permite, mudar o entendimento que nos fazem acreditar, tirar de dentro da caixa sonhos que podemos ter acordados, ser cara de pau e roubar além do riso os pertences que tomamos emprestados para mudar de lugar. O palhaço rir muito quando estamos na merda, devemos ser ele. Temos que perder não perdendo, ampliar nossa capacidade de argumentos, ser palhaço e dar cara a tapa para a posição social que está imposta por um representante que não nos representa. Colocar o nariz vermelho não é brincar, é torna real o que acreditamos. Sumir para outro plano que pertence a paz do descanso e voltar na alegria de ser a gente. O que tá do outro lado do espelho não é a gente, é o retrato social de um país que perde a vontade de acreditar na realidade, viajando nas bolhas da imaginação que é mais real.

Temos que dar fim ao espetáculo político, se levantar perante o sistema e romper laços que nos amarram. É preciso rir de nossas verdades que mostram outro lugar para viver, perceber que tudo tá errado e que continuamos acreditando no que é nosso. Temos que nos fazermos de palhaço para quem quer nos fazer de palhaços. Puxar o tapete e revelar verdades, sonhos e denunciar o absurdo. Sair atropelando em mil patadas uma representação impostada que nos rouba a essência de fazermos nossa arte. Ser atrevido, brigar por risos, acreditar que tudo não passa de uma encenação e atuar a nossa mentira verdadeira. Sair da caixa e acabar se esbarrando com outras possibilidades que nos conduzem para grandes perspectivas, ser tudo e ao mesmo tempo quase nada, ser o outro e eu na mesma situação. Atravessar a corda bamba e romper o silêncio, afinal Quem não deve não temer!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Espetáculo “Quem não deve não Temer!”, do Grupo Quatrúpedes de Teatro


“Gigantes pela própria natureza, és belo, és forte... esquisônio...”

“Quem não deve não Temer!” é o primeiro espetáculo dos Quatrúpedes de Teatro, grupo de Belém formado em 2016. Explorando a arte da palhaçaria, o espetáculo autoral traz os palhaços Fiapo e Tito que, em um cenário politicamente nada confortável, veem-se perseguidos pela política atual. Eles são arquétipos de brasileiros: manos, minas, magros, malhados, sonhadores e esperançosos de que o país e o mundo possam se transformar em um lugar melhor. Na trama, Fiapo e Tito mostram que protestar “caminhando e cantando e seguindo a canção” é o melhor caminho. Diante dos percalços que enfrentam, até narizes são cruelmente calados, mas eles não desistem do fazer artístico e fazem da palhaçaria uma forma de resistência. Em cena, expressam-se com intensidade através de uma linguagem corporal silenciosa, própria e universal, acessível a todos os públicos.



Serviço
Data: 07 de maio - DOM
Hora: 11h
Local:Teatro Waldemar Henrique, Av. Pres. Vargas, 645
Contato: (91) 98276-3521
Valor: R$ 20 (inteira)

Realização: Grupo Quatrúpedes de teatro
Direção e dramaturgia: Camila Góes, Léo Andrade e Luiz Girard
Elenco: Luiz Girard (Tito) e Léo Andrade (Fiapo) Maquiagem e figurino: Palhaços
Cenografia: Léo Andrade
Iluminação: Malu Rabelo Sonoplastia e preparação de corpo: Camila Góes
Mídia e comunicação: Bernard Freire
Produção: Jorge Oliveira e Camila Góes
INGRESSOS (whatsapp): Jorge Oliveira 982763521 / Léo Andrade 989075329

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Chegada.

Tem um verso que compõe o ambiente, todas as origens pulsão no decorrer da memória. O objetivo é seguir caminhando no fluxo sem a previsão de chegada, estamos indo sem perceber. Enxergar com os ouvidos lhe atribui outros versos para navegar nesse contexto subverso de todas as teorias existentes. A volta pertence aos ciclos, seguindo as rotas dos pássaros. Por camadas vamos compondo a sintonia presente de todos esses sentimentos. Venha em pensamento quantas vezes for para sabermos o tempo e ter o universo direcionando em nossos caminhos. Às vezes tem que mudar conforme a situação do espaço e a mudança do clima para ver tudo acontecer. Não faz mal, todas as origens pulsão dentro de ti. Chegamos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Rabiolas - CIA Extraordinários


Programação da Feira do Livro, nesta terça-feira 3 de junho

10h 
Espetáculo de Teatro.
Rabiolas.
CIA Extraordinários
http://www.hangarcentrodeconvencoes.com.br/noticias_detalhes.php?nIdNoticia=894














Elenco: Bernard Freire, Clebér Cajun, Evelyn Loyola, Erik, Mônica Gouveia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Projeto Reator Eterno - Olhar passageiro do centro

A gente vai se aproximando do centro da cidade e sentido a mudança de todo o espaço na retina de um olhar distante em que o reflexo da mudança nos deixa em níveis baixos e altos nesse chão extenso.  Parece o efeito da vida, mas só que jogado nos muros, nas árvores das calçadas que pulam em barreiras de concretos, nos fios elétricos embolados, nos postes riscados e nos detalhes em grão que dividem as casas. Tudo se separa em um ordenamento simultâneo das cores, nas lajotas que desenham um som de silencio e na memoria dos portões e grades que se misturam ao tempo que nem a rua batida de asfalto e a areia suspensa nesse ar.



Aqui vemos uma constelação de chão que nos encobre ao caminhar próximo da calçada maior que o muro; vamos olhando pra cima dela onde o alto do bode permanece ao comportamento da cidade e no mesmo lugar frequentado pela movimentação dispersa desse território que se sustenta no passar dos dias. Por entre as ruas e cores das casas, por entre as informações que atingem os pensamentos e sentimentos carregados pelos moradores, o novo e o velho vão se decompondo e crescendo numa raiz histórica de São Brás. Aqui a árvore erguida em ferro europeu abastece a condição física desse lugar tal qual um rio de uma região; ela se eterniza nesse lugar de terra vivido por toda Belém atingido o envelhecimento prolongado do tempo.


A vida aqui se encobre no escurecer do dia, no calor por debaixo das mangueiras, no mudar da rotina de cada hora. O silencio dessa mudança se evapora nos olhares despercebidos das pessoas e das condições de trabalho de todos os figurantes dessa cena real. A organização do espaço-tempo desconstrói a realidade, busca sonhos, se move no avanço ausente da cidade, realiza projeções de um novo centro adepto a capital. Entre fronteiras periféricas e urbanas essa parte enobrece o rendimento vizinho e desenha o observar da cidade numa composição de prédios e casas que perdem a harmonia em lembranças de outros lugares do mundo.

Aqui a estrutura dos bairros se divide por ruas e conexões de vidas guardadas no casulo familiar que vivenciamos nesse estado de agora que corre junto às voltas do planeta. O tempo vai deixando nos lugares o resto das lembranças que as pessoas perdem por necessidades de viverem e em meio às transformações alguns ainda sustentam os sentimentos que se atribuem ao comportamento simultâneo do cotidiano. Os espaços vagos acolhem os matos pelos cantos das paredes e o comercio das calçadas empurra o sabor em sombras guardadas pelo calor.




Os dias escondem um segundo centro de um lugar do norte que se propaga por dimensões de chão plano, abriga o moderno em meio à floresta de pedras e árvores que misturam o comportamento de São Brás e Fátima na ação passageira de Belém. Nessa cartografia, a cidade se acolhe em dois bairros disfarçados de detalhes que complementam cada rua, muda o ambiente e fazem as casas irem esquecendo a composição do lugar junto aos quintais invisíveis que existe atrás de cada uma. Nessa paisagem vivenciamos o comportamento absurdo suspenso pelo tempo, pela memoria e o esquecimento causado pelo fluxo que se fecha na noite entre os bairros. 


Imagens: 




Ficha Técnica
Direção e  coordenação geral
Nando Lima
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Performers
Pedro Olaia - Dudu Lobato
Wan Aleixo - Bernard Freire
Nando Lima - Vandiléia Foro
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Entrevistas
Pedro Olaia 
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Câmera e fotos
Dudu Lobato
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Trilha sonora
Armando de Mendonça
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Roteiro da performance
Nando Lima - Pedro Olaia

Designer gráfico
Wan Aleixo
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Textos site/blog/imprensa
Bernard Freire

Expografia
Nando Lima
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Instalação e montagem
Pedro Olaia - Dudu Lobato - Wan Aleixo - Bernard Freire - Nando Lima 

Figurino
Telma Lima
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Edição de vídeo
Nando Lima 

Montagem de iluminação
Nelson Dantas

Contrarregra
Oiran Rocha
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Recepção
Wan Aleixo - Bernard Freire 

Produção e realização
Estúdio REATOR 

Agradecimentos moradores dos bairros de São Brás e Fátima
​Abílio Franco
Cincinato Marques Jr